quarta-feira, 13 de março de 2013

Livro- A Descoberta

Titulo: Uma íncrivel descoberta
Autor: Thiago Souto Brasileiro
 
 
Prefácio
 
   David era um garoto de quatorze anos, morava com sua avó materna desde bem pequeno, não sabia bem do seu passado mais o pouco que sabia era que seus pais morreram num acidente de avião, a história era tão triste que nem sua avó queria mencionar. Ele talvez achou até que seria melhor não saber muito bem do seu passado, isso iria atormentá-lo mais.
  Ele e sua avó moravam no estado de Manaus que era bem próxima a floresta Amazônica estava quase no fim do inverno, estava muito fria e chovia bastante desde o inicio de inverno, as chuvas fortes rompiam trovões e relâmpagos violentos. Lá era calmo. Calmo de até de mais, só se ouvia as cigarras tinirem durante o verão e a chuva chiar durante o inverno, o suficiente de causar até medo, o barulho da cidade era bem sufocado.
   Sra. Irene sua avó, era uma senhora calma e pensativa que ganhava (Ou perdesse como diria David) a metade do dia assistindo TV sentada no seu velho sofá, só parava para o almoço e jantar ou outras obrigações, mas era uma velhinha legal.
   David estudava na escola pública de, mas não achava tão agradável, nunca teve prazer ao estudo “Pra que estudar tantas matérias?! O necessário era apenas Matemática e Linguagens, que um dia será útil” Ele vivia a falar. David queria uma aventura, algo que marcasse sua história... E foi isso que aconteceu.
                 A Velha que Tricotava                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             
                                                                                                                                                                                                                          Tudo começou assim: Todos os dias David, vinha da escola depois das cinco horas da tarde onde sempre passava por uma parte do caminho para casa, sombrio pelas arvores de cada lado do cercado onde havia um velho banco de toco de árvore seco de aparência de muitos anos onde sempre uma velha gorda muito branca esquisita de óculos redondos na metade do nariz, sempre com uma velha bata preta de sempre bem acomodada tricota um paninho vermelho e encardido que dava a aparência de ser o mesmo de sempre.
  Isto não chegava a perturbar David, mas sempre que passava soltava um gemidinho de quem se assusta ao ver algo muito estranho quando a velha o encarava como se estivesse no seu velório. David se conformava que ela era apenas uma simples velhinha que não tinha o que fazer e ganhava a vida tricotando.
 
        O Sumiço de Junior
 
  Na escola, na sexta-feira David estava muito confuso com as aulas de matemática, mas ficou mais confuso com o que dois colegas de classe estavam dizendo, até mesmo aos professores.
 -Já faz dois dias que o Junior sumiu de Manaus, seus pais estão acabados!- Disse o garoto ruivo e gorducho fazendo tumulto á roda de professores e alunos.
 -Pois é. Ele sumiu desde a tarde de terça feira, depois das aulas... – Comentou o outro um tanto magro, branco e nanico. – Estão suspeitando do Joca, Tiu dele.
  David vinha saindo da escola com o peito batendo forte ainda pensando em seu amigo Junior. Poderia ser mentira dos seus dois colegas, eles eram muitos piadistas e poderia ser mais uma pegadinha deles pra comentar quando Junior voltasse que ele foi resgatado do fundo do pântano da floresta proibida. Ele até se lembrou que o amigo dissera que queria contar-lhe um segredo. Mas de maneira nenhuma era de costume ele faltar aula.
  Devia ser um resfriado com pensou David, mas mesmo assim ele era seu amigo então ele deveria Le visitar.
  Ele mal dobrou a esquina da rua da casa de Ariel e reparou um pequeno tumulto de seus familiares em sua casa. Um carro da policia de Manaus estava estacionado na frente da calçada. David não ousaria chegar aos seus pais arrasados e perguntar o que ouve, ou desejar-lhes boa sorte. Ele ficou parado ali sem ação em verdadeiro estado de choque. Ele desejava poder ajudar em alguma coisa, mas ainda em transe recuou e voltou a andar de olho no chão das ruas úmidas de 5555 sem saber no que pensar.
  Apressou os paços e caminhou diretamente para sua casa.
 
 
 
 

       O Achado
 
  Naquele dia a tarde estava prometendo ser mais calma e sem chuva, o sol clareava de brecha atrás de grandes nuvens claras e escuras. David estava bem satisfeito pelo fim de inverno e não ter que estar afundando os pés em lamas. Estava pensando em Ariel e quando chegar, em casa que teria de fazer faxina em toda casa a tarde toda, e foi ai que automaticamente que algo chamou sua atenção; O banco velho de toco de arvore da velha que tricotava estava pela primeira vez vazia. “Deve ter pegado um resfriado” Pensou David curioso.
  Já ia continuar á caminho quando outra coisa atraiu ainda mais sua atenção; Ao lado, quase atrás do banco de toco refletia pela beirada de luz solar de entre as galhas algo branco e redondo. Num passo de curiosidade David olhou o que era. Viu. Um ovo branco bem maior que o normal estava posto ao chão de palhas úmidas. Era muito curioso, David automaticamente pegou o ovo com as duas mãos esquecendo-se dos problemas que levava na mente e saiu correndo com certa curiosidade.
  Ao chegar, em casa encostou o ovo no tapete e foi pesquisar na internet. Passou quase duas horas pesquisando até que desistiu. Pensou por um momento até em quebrar-lo mais resolveu deixa – lo ali mesmo para resolver no outro dia. Adormeceu. Mas não pode passar muito tempo no sono e acordou, não sabia o que estava acontecendo, havia um barulho de azas bater e barulhos nos seu guarda-roupa. Achou ser ilusão e já ia retornar a dormir quando outro barulho ainda mais forte chamou sua atenção. Um barulho de troço caindo do auto. Acendeu a luz e reparou boquiaberto; Havia um pássaro de aproximadamente um metro e meio de comprimento e azas enormes que mediam um metro e meio também, era colorido de bico amarelo, penas amarelas e vermelhas e corpo amarelo. Ele voava parecendo desesperado para sair sovando a janela.
   Ele estava sem ação, se levantou de joelhos sobre a cama e avançou com o braço para tocá-lo. O bicho aterrissou sobre sua cama e se encolheu. Agora media um metro de penas encolhidas.
           O Belo Lugar
 
  Ainda sem entender, David logo notou que fora o ovo que achou não tarde passada que havia rompido. Ele guardou os cacos quebrados de diferentes formas e guardou-os.
  Por incrível que pareça, o estranho pássaro parecia treinado pra levar humanos sobre si, logo David descobriu que ele o levantava do chão sobre com suas poderosas azas.  David arrumou leite (Que ele provou que adorava) e deu para Le alimentar. Começava a clarear. David ainda estava meio em choque, mas louco para dar uma volta sobre ele do lado de fora, dentro de casa não daria.
  Ainda parecendo loucura ou idiotice David saiu pra fora, montou no incrível pássaro e voou. Voou sobre ele vendo de longe sua casa ficar pequena “Não pode ser verdade. Com certeza estou sonhando”- Pensava David maravilhado.
  David notou que estava ficando longe de mais de casa, mas reparou que o pássaro parecia conduzi-lo a algum lugar, ele não ia sem direção, parecia estar indo um local desejado. David logo notou que estava pousando sobre uma mata provavelmente em meio a uma floresta. Demorou pra David notar quão belo era o lugar onde foi parar; Um rio de águas limpas, azul e transparente de ver o fundo recheado de pedrinhas brancas, havia um tapete belo de gramado bem verde enfeitado naturalmente pele natureza de pequenos e grandes cogumelos vermelhos com verdes, amarelos com preto, laranjas com rosa etc. Até pés de rosas coloridas. Havia centenas de pés de arvores de bela sombra e frutíferos.
  David achou ali o Maximo. Parecia o céu na terra. Ele logo sentiu vontade de se deitar sobre aquela grama daquela bela paisagem quando reparou que provavelmente tinha dono. Havia uma pequena cabana coberta de palhas, e estrutura de pau.  Ele se levantou vagarosamente e espiou dentro da pequena porta justamente do seu tamanho e viu; parecia com certeza abandonado, havia uma cama de lençol embaraçado e sujo, um pequeno armarinho com alguns alimentos e água bem empoeirado.
        O Novo Dobby
 
  David reparou que o pássaro parecia procurar algo ou alguém. “Provavelmente o dono”- pensou David - o dono!?”- Pensou ele novamente – "Mas eu mesmo vi que saiu do ovo." Ele estava muito confuso, mas esquecendo o confuso ele estava louco para tomar um banho naquelas encantadas águas do rio mais belo que já vira. Foi aí que se lembrou de que se tomasse iria voltar encharcado para casa.
  Resolveu então voltar em casa o mais rápido possível e pegar alguns pares de roupas e voltar instantaneamente dizendo a sua avó que iria dar um passeio.
  Montado no enorme pássaro, David pensava bastante. Pensou primeiro animadamente em dar um nome a ele.
 -Que tal... Crew? Era o nome do meu falecido gatinho. Ou... Dobby! É Dobby! O nome do meu primeiro cachorrinho que fugiu!
  Assim, David batizou aquele pássaro de Dobby, ele seria seu animalzinho de estimação. Mas veio a questão; contar ou não contar a sua avó? David se decidiu de não contar tão sedo, talvez ela tivesse um ataque cardíaco. Mas cedo ou mais tarde ele contaria.
  Dobby fez o aterrisso no meio do terreiro e sacudiu as penas; sinal do dono descer. David levou-o para o fundo do seu quarto e o trancou mandando fazer silêncio.
 -Vou buscar leite para você, estar bem?- E saiu para falar com sua avó.
  Sra. Irene estava na safa fixa na TV nem reparou quando David chegou á sala, só olhou quando ele a chamou.
                 
 
 
 
 

     A Senhora Irene
 
 -Vó, vou sair a passeio, e... Quer ir comigo?- Convidou ele porque já sabia que ela iria negar, pois estava passando A Fazenda, um dos seus programas favoritos.
  -Você? Á passeio? Agora?...- Desta vez ele pensou em ter dado uma desculpa maior, ele sair de casa principalmente pela manhã não era de costume realmente. Ela com certeza estava desconfiando. David tentou não mostrar-se nervoso e se comportou o Maximo mais normal possível.
 -É isso. – E saiu da sala apressadamente.
   Foi um pouco de dificuldade para sair, para fora com o Dobby, não porque a estrada estava cheia, mas por muito cuidado de ser visto pela avó Irene.
  Já fora, David não deixou de notar que Dobby parecia gravemente triste e cansado. David sentiu pena e pegou a mochila de roupas e pôs nas costas.
  - Tudo bem. Vou andando e seguindo você. – David foi andando a pés com o enorme pássaro na frente ora andando  e ora voando, meio orientado.
   David estava super ansioso para voltar aquele lugar belo e mergulhar no rio magnífico que vira. Ele pôde ver de perto que á caminho adentrava numa mata entre duas grandes montanhas rochosas. A caminhada foi exaustiva mais valeu á pena. Após chegar às margens do rio David mergulhou muito feliz só que uma voz em berro meio familiar chamou sua atenção por traz. Ao visar atrás de si não viu coisa alguma. Nem mesmo viu o Dobby rondando por ali. Um segundo berro, desta vez de “urruh” veio de cima. Ao olhar David ficou paralisado; Lá estava sua avó Irene nos ares com Dobby.
  -Não! Larga ela, Dobby! – Gritou David quase maluco de medo quando se tocou no que disse; se ele a largasse lá de cima... – Quer dizer, ela é idosa e não estar acostumada com esses seus vôos e... – David foi interrompido dos berros pela pousada do pássaro ao chão.
  - Seu estraga prazeres! – Rugiu sua avó, pela primeira vez em toda sua vida viu sua avó tão empolgada, energética e feliz. – Quem foi que você acha que mim subiu ali em cima?! Eu mesma subi!
  - C-como, a senhora veio parar aqui? – David estava boquiaberto.
  - Você estava muito desconfiado, foi cansativo Le seguir... De onde veio aquele bicho?- David viu novamente sua avó desconfiada.
  - É uma história muito comprida... É se melhor se sentar. – David convidou e contou tudo como aconteceu desde o sumiço de Erick até o fim.
  Sra. Irene parecia não acreditar, mas finalmente acreditou.
  Já eram quase quatro horas e Sra. Irene não queria largar o pássaro por um segundo tornado- o muito cansadinho. Quase a noite foi que voltaram. David voltou como veio, a pés e sua avó foi em Dobby. David ainda se perguntava se iria se acordar a qualquer momento, mas se fosse verdade estava o melhor dia de sua vida.
  Em casa, Sra. Irene não parecia mais a Sra. Irene de sempre. Pela primeira vez largou a televisão e passou a falar somente de preparativos para o próximo dia. Talvez se David tirasse o olhar dela por um momento ela poderia voar nele sobre a casa. David banhou e secou Dobby e dormiu aquela noite com ele.
   No outro dia de manhã bem cedo, mais bem cedo mesmo ainda escuro. Sra. Irene acordou David de malas prontas.
 -Será que lá tem dono? Vou levando alimentos para um dia. É no meio da mata mesmo...
 -Não sei... – falou David levantando sonolento esfregando os olhos com os punhos.
- Então vamos! – Falou ela energética. E saímos.
 
 
 
 

      O Desaparecimento de Dobby
 
   A ida ocorreu como sempre, David foi a pés, pois já havia decorado o caminho e sua avó foi com Dobby.
  O dia foi perfeito, Sra. Irene largou Dobby por alguns estantes e até mergulhou um pouco no rio. David tomou banho de rio, descansou nas sombras das grandes arvores, voou com Dobby e até comeu umas frutas das árvores de lá; aproveitou um pouquinho de cada.
  A hora da partida chegou e um emprevisto aconteceu. Dobby havia desaparecido misteriosamente. “Ele não teria nus abandonado com certeza!” - pensava David. Eles o procuraram quase por toda mata durante três horas e não obterem respostas. Já era bem tarde do dia e já começa o por do sol ao longe e teriam que voltar sem o Dobby.
  - Provavelmente o dono o achou, ele andava meio triste mesmo. – Comentou David tristemente para sua avó que caminhava á seu lado também triste.
  - Talvez o raptaram, ou foi morto pelos caçadores! – Sra. Irene era mais dramática.
  - Quem sabe não voltou para casa? – Comentou David para animá-la.
 - Vejo isso nos cachorros e não em pássaros! – retrocedeu ela rapidamente.
 - Eu disse quem sabe não disse que sei. Mas quem sabe?
 - Tá. Então vamos apressar o passo que já estar escurecendo. – falou ela na sua voz fina e meio rouca, abraçada consigo mesmo.
  Apressaram. E ao chegarem a casa para suas infelicidades Dobby realmente não era, como sua avó disse, cachorro, pois ele não estava.
 
 
                      A                                           
    Revelação
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

-Adeus... –Falou a velha. David pode ver que a sua feição; parecia um morto-vivo a encará-lo. Ela ergueu a mão da agulha enquanto David não sabia o que fazer e firmou-a no fundo do peito direito de David. David sentiu a dor enorme da agulha ultrapassar seu peito e furar seu coração. A partir daí viu uma escuridão e perdeu os sentidos.
   
 Os Cacos de Ovos
 
  Depois do desaparecimento de Dobby, tudo se esfriou e voltou ao que era antes. Sua avó passou a novamente se fixar o dia todo não tevê e, David voltou na segunda para escola desanimado. Levava consigo um caco do ovo de Dobby no bolso do peito da blusa, como um objeto reparador de males, mas não era por isso era só por saudades.
  Ficou sabendo que Erick ainda não retornara para infelicidade e desanimo dos pais. David agora se sentia arrasado; sem o melhor amigo de escola e o melhor amigo- animal Dobby. Ele tinha certeza que demoraria para esquecer dele.
  No caminho de volta da escola David vinha pensativo em toda virada que passara e vinha passando pelo local da velha que tricotava no banquinho de toco de arvore, que de novo chamou sua atenção; o banco continuava vazio como na tarde de sexta-feira. Contudo já ia continuar a caminho e, como na ultima vez, algo novamente chamou sua atenção. Como da outra vez ao lado do banco de toco quase invisível de ver por conta das sobras das árvores e meio coberto de palha do chão estavam dois ovos iguais ao do Dobby. “Será que a mamãe tinha pondo apenas um e depois os outros?”- pensava David confuso “ou talvez... Mas aquele era de outra mãe, porque estes nasceriam atrasados?” ele pensava nisso enquanto a velha o encarava sombriamente “será que voltou pro ovo, não, não!”. Ele agora sentia dez mil vezes mais curiosidade do que no dia que achou apenas um “Será que vão nascer três Dobbys?...” Ele já ia pegar o os ovos sem prestar atenção na velha com uma cara sombria.
 -Odeio quando se metem nos meus negócios... – Falou a velha de repente quando David erguia as mãos para pegar os ovos.
 -Eles... Eles são da senhora? – Falou David desta vez a encarando também.
  Terroristicamente a velha que tricotava desembainhou a enorme agulha da linha que tricoteava o paninho vermelho e apontou-a para o peito esquerdo de David. David não sabia o que fazer apenas observou paralisado sem entender.
O punho da velha se aproximou e bateu no peito de David e rangeu como se ele estivesse com um colete á prova de balas em seu abdômen e escorregou de suas mãos caindo de ponta e furando o próprio pé direito. Em estantes a velha foi se amolecendo, amolecendo até que virou um OVO.
   David não sabia o que fazer, estava em choque. Num gesto apanhou os três grandes ovos que via pela frente e a agulha. Foi correndo em direção de casa com eles na blusa em forma de bacia sem olhar para trás.
  Ao chegar ainda em choque em casa foi logo mostrando a sua avó e contando o acontecimento esquisito. Ele talvez tenha pensado ter sido um pesadelo pela falta de Dobby, mas lembrou as coisas que jurava não podiam ser real e foram. Sra. Irene observou de olhinhos do neto para os ovos agora postos no sofá onde estava sentada á assistir TV.
- Deixe passar a noite no seu quarto como antes... Talvez... - Ela sugeriu.
- Pode ser, pode não ser... Mas porque a estranha velha tentou furar-me com aquela agulha por ciúmes desses ovos... Ela não era a mãe dos ovinhos e estava choca. – falou David obvio.
  David saiu da sala pensando no que fez a agulha não entrar no seu peito. Logo após investigar o bolso viu o caco de do ovo do pássaro Dobby que havia guardado. David sentiu que só não virou um ovo graças ao seu ex- melhor amigo Dobby, que só o teve por apenas dois dias.
 
 
 
 

      A Volta de Dobby
 
  David também pensou que Dobby não nasceu de um ovo natural e sim fora preso pela velha diabólica, ela aprisionou um pobre animal por quê? Notou que a agulha que tricotava tinha um poder maligno que servia pra ela transformar quem se metesse no seu caminho, por isso largava os ovos em público e quem tentasse se aproximar não teria medo, talvez da primeira vez que ele achou aquele de Dobby sem sua presença tivesse ocupada em fazer outros males. Também lembrou que Dobby se voltou como se nascesse então provavelmente a velha iria se destransformar a qualquer momento. Teve uma rápida lembrança da agulha; ela transformava em ovo, porque não destransformava? Ele pegou-os nos braços e levou- os até seu quarto. Ele pensou que talvez matasse um pássaro como Dobby se não desse certo, mas tomou uma conclusão que não saberia se não tentasse saber, então voltou ao quarto e sua avó veio brechar curiosíssima pela porta com um arzinho de esperança como quem não nega que tem um neto muito esperto que animou muito David.
  David ergueu a mão direita com a agulha e a outra segurando o ovo. A casca era muito dura por isso ele forçou ate que furou um. A Sra. Irene adentrou admirada no quarto e David usou sua expressão de sempre; boquiaberto a observar o ovo se transformando em um pássaro como...
 -DOBBY! – Gritou Sra. Irene – Senti tanta sua falta! – e correu para abraçá-lo.
  David sorriu realmente sua avó não sentiu falta dele mais de suas azas. E correu para abraçá-lo também. David estava muitíssimo feliz não pode negar mais estava muito mais curioso para furar o próximo ovo, quem sabe Dobby não estava triste pela falta de seus irmãos naquele tempo em que vira pela primeira vez?
 
         A Volta de Junior
 
   David escolheu o próximo ovo e furou-o rapidamente. Desta vez não foi o que David e Sra. Irene esperavam ser; A sua frente apareceu Junior, seu amigo em pessoa.

   Sra. Irene acariciava lentamente as penas de Dobby enquanto David abraçava seu amigo Junior.

- Que dia é hoje? – Perguntou o amigo recém chegado.
- Segunda. – David sabia que ele estava confuso e teria que agüentar sua poção de perguntas.
 -Nossa! E meus pais?
 - loucos. Onde foi que você se meteu ultimamente em? Você tem contar antes de ir para casa. O.K.?
 - Tá.
  Junior contou uma longa história; que numa tarde de segunda-feira iria para casa do seu tiu Joca (que mora bem perto da casa de David) e quando vinha a caminho saltou pela cerca para pegar atalho quando deu defronte com um lindo pássaro numa folhagem, parecia amigável e usou quase toda á tarde até pegar finalmente a amizade dele e aprendeu que podia voar junto dele. Conseguiu prende-lo numa caverna com alimentos na mata do sitio do seu tio joca. No próximo dia numa bela voada sobre o pássaro descobriu um local maravilhoso no meio da Floresta Amazônia onde construiu uma cabaninha de palha e pau. Ele também informou que trouxe da casa do seu tiú toda a madeira pôs era mata era proibido o desmatamento. (David sabia de tudo que ele estava contando mais continuou a escutar). Mas ele parecia estar fugindo de um dono. E após uma maravilhosa tarde na terça feira (no caso a que ele havia desaparecido) que vinha de levá-lo de volta para caverna deu defronte com uma velha com uma enorme agulha que disse que audácia era aquela de um garoto ter roubado seu animal de estimação que trouxe de tão longe. Ele iria devolvê-lo mais a tal dona parecia não gostar do animal por isso o pobre fugia dela então negou devolve-lo e foi aí que ainda de longe do seu corpo ela lançou a agulha que trazia que para seu alívio pegou de raspão. Mas atingiu uma pena do pássaro que o fez transformar em um ovo lentamente. Ela pareceu embaraçada, mas seu tipo de velha cansada mudou e ficou como uma jovem e deu um salto ligeiro e pegou a agulha, que logo com um olhar de puro terror furou seu peito esquerdo e daí tudo escureceu e ele não sentiu mais nada.
      O Terceiro Ovo
 
  David ouviu a historia franzindo a testa até que raciocinou que a agulha tem que perfurar seu peito para a transformação ser imediata, e se perfurar outro membro do corpo se torna mais lenta como ocorreu com Dobby, e já que pegou numa parte sem vida, a pena, transformou-o, mas por dentro estava vivo e meio consciente o suficiente para quebrar o ovo e se libertar.
  Eles escutavam Dobby voando sobre a sala enquanto Sra. Irene o observava com certo interesse. Neste momento se lembraram do ultimo ovo. David segurou-o e perfurou. Os dois presentes deram um berro no quarto ao verem quem apareceu nas suas frentes fazendo Sra. Irene vim correndo parar com uma cara assombrada de boca aberta na porta do quarto; Lá estava a Velha tricoteia em pé na frente de David sombriamente.
 “Como sou idiota”!”-pensou rapidamente David nervoso-“ lá só havia dois ovos e o terceiro era da Velha recém transformada!”ele sentiu vontade de bater em si mesmo, ele era o culpado daquela situação.
   David estava fraco e sem conseguir pensar em nada nem mesmo na agulha que segurava enquanto estava olho á olho com a velha. Ela passou a sua mão sobre a dele e pegou a agulha.
 -Adeus... –Falou a velha. David pode ver que a sua feição; parecia um morto-vivo a encará-lo. Ela ergueu a mão da agulha enquanto David não sabia o que fazer e firmou-a no fundo do peito direito de David. David sentiu a dor enorme de a agulha ultrapassar seu peito e furar seu coração. A partir daí viu uma escuridão e perdeu os sentidos.
 
 
 
 

  A Volta de David
 
 -David, David! – David retornou vendo duas pessoas a sua frente; sua avó Irene e seu amigo Junior á observá-lo. - Bem vindo de volta! - Era seu amigo Junior.
 -Cadê a... – Ele pausou, sabia que havia retornado da transformação e lembrou como o amigo tivera confuso também. –... Como venceram a...
 - Agradeça ao Dobby! – Falou a voz da Sra. Irene. – Quando aquela velha (ela falou como se fosse uma jovem) transformou você e depois o Erick, ela me encurralou e eu iria ser a próxima quando algo a levantou por trás e lançou-a na parede esmagando seus ossos! – Ela falava acariciando-o.
  -E...?
 - E aí eu instalei a ponta da própria agulha dela no seu peito. – Completou Erick sorrindo para ele com ar de herói.
  Ele pareceu muitíssimo satisfeito e feliz e abraçou os dois amigos. Os três pegaram o ovo sem falar o porquê, pois todos sabiam o que iriam fazer até Dobby os acompanhou como quem queira ver a cena principal do cinema e o levaram para fora de casa, ao quintal e...
 PLOFT!
  O ovo virou lama junto com a ida sem volta da Velha. Logo David deu o fim merecido á agulha estúpida que conhecera; quebrou-a e lançou-a no fogo, e a maldição foi quebrada.
 
 
 
 

   Felizes Para Sempre
 
   Junior voltou á casa dos pais levando a maior felicidade dos pais e familiares, contando a história que foi raptado e conseguiu fugir. Agora os três mais felizes amigos que guardam uma bela história e um grande segredo voltam para o belo lugar onde passam todos os dias nas mais belas alegrias.
  A avó Irene agora não é mais a velhinha da tevê, mas a velhinha mais feliz do mundo que vive com o neto-garoto melhor de todos os outros que tem no mundo e um amigo mais legal que há no mundo.
    Quanto a David, ganhou o futuro que queria, apesar de não ser muito fácil mais foi a aventura que sempre quis.
  Dobby vive muito feliz sem ter que ter medo da velha dos seus pesadelos e só falta falar a felicidade que sente de estar ao lado do melhor dono do mundo e da velha que mais gosta de Le aperrear para voar sobre ele todos os dias.
  Estarão todas as manhãs no belo lugar felizes e curtindo aquela linda paisagem.E eles vivem felizes para sempre.
 
 
 
                                        FIM

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